CAPÍTULO 18 – De volta ao Planeta Terra.
Acordei na Praia de Itapoã, cuspindo água, tossindo e sendo reanimado. Haviam salva-vidas sobre mim e muitas pessoas em círculo me observavam, eu tinha me afogado e quase morri. Sorte que pescadores viram quando a onda me pegou e eles mesmos me acudiram, levando-me para a praia e me entregando aos profissionais.
Fui recobrando minha consciência, fui lembrando de tudo que aconteceu em Wolnyar. Apalpei meu corpo por inteiro, sentei-me na areia e todos aplaudiram e comemoraram.
Tendo recobrado minha consciência, me pus a chorar bastante. Estava cumprido. Minha missão estava cumprida e todo o sofrimento do bullying que eu sofri na escola e todas as perseguições na rua foram para me tornar uma pessoa melhor, que ama o próximo e abomina o sofrimento alheio. Todos meus sonhos se concretizaram.
- Fique calmo, você está bem, você está vivo! – alguém tentou me consolar.
Mas eu não chorava por ter sobrevivido e sim por ter ido em Wolnyar. Poderia ter sido uma viagem da minha cabeça, mas eu pergunto: onde entram aí os meus sonhos de infância?
Escrito em Guarapari,
09/08/2018.
